20 de outubro de 2014

Debate da TV Correio é marcado por den

úncias e ataques entre Ricardo e Cássio

postulantes
O debate entre os candidatos a governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB), promovido pela TV Correio neste domingo (19), foi marcado por acusações entre eles.
O debate foi dividido em quatro blocos em que os candidatos fizeram perguntas entre si. O confronto entre os postulantes ao Palácio da Redenção foi mediado pelo jornalista Heron Cid.
Confira os detalhes
Primeiro bloco
O primeiro bloco do debate da TV foi marcado por trocas de acusações entre os dois candidatos ao governo do estado.
Ricardo Coutinho abriu o debate indagando o senador Cássio Cunha Lima sobre um terreno desapropriado pelo ex-governador José Maranhão (PMDB) e que o tucano teria destinado à iniciativa privada.
O candidato do PSDB afirmou que o ato teve a aprovação da Cinep e destacou que seu governo atraiu diversos investimentos para o estado. Ele aproveitou para acusar o governador de ineficiência e denunciar superfaturamento de compras para a Granja Santana e engavetar inquérito sobre pagamento de propina ao irmão dele e secretários.
Cássio questionou Ricardo sobre como os paraibanos iriam acreditar nele se as promessas de 2010 não foram cumpridas.
Ao responder, o socialista afirmou que o passado dele e de Cássio são diferentes e assegurou que tem credibilidade porque construiu escolas técnicas, Upas e moralizou polícias militar e civil.
Em seguida, Ricardo perguntou a Cássio sobre o número de ônibus escolares que ele adquiriu para o estado ao resgatar a tragédia que vitimou 13 crianças.
Cássio lamentou o oportunismo de Ricardo ao trazer o tema para o debate e o criticou por forçar servidores a fazer campanha eleitoral. Segundo o tucano, na época em que governou o estado, repassava verbas para prefeituras investirem no transporte de estudantes.
O postulante ao Palácio da Redenção pelo PSDB questionou o candidato à reeleição acerca de uso de programas de governo com fins eleitoreiros.
Ricardo Coutinho disse que o governo dele é republicano, ao contrário do governo de Cássio, pois não discrimina prefeituras.
O socialista pediu a opinião do tucano sobre o programa criado em seu governo para ajudar crianças com problemas cardíacos.
Cássio Cunha Lima acusou Ricardo de fechar hospitais de pequeno porte para concentrar recursos em unidades hospitalares gerenciadas por empresas terceirizadas, a exemplo do Hospital de Trauma de João Pessoa, comandado pela Cruz Vermelha, e alvo de várias denúncias. Ele afirmou que o hospital da Fap, em Campina Grande, passa por crise por conta da falta de investimento do governo do estado e prometeu mudar a realidade da saúde do estado ao descentralizar serviços e criar centrais de diagnóstico.
A última pergunta do bloco, formulada pelo candidato do PSDB ao atual governo foi sobre o destino da emenda conjunta dos deputados estaduais no valor de R$ 109 milhões para o combate à seca.
Ricardo Coutinho citou programas do seu governo para combater a seca, a exemplo da construção da barragem de Camará e da construção de adutoras. Segundo ele, a Paraíba se tornou um canteiro de obras.
Segundo bloco
O segundo bloco do debate da TV Correio também foi marcado por troca de farpas entre os postulantes ao governo do estado.
O primeiro a perguntar foi Cássio Cunha Lima que falou sobre a crise na segurança pública e perguntou ao governador sobre o investimento de apenas R$ 3 mil para qualificação de policiais.
Ricardo Coutinho rebateu a informação e assegurou que seu governo investiu mais de R$ 4 milhões para capacitação dos profissionais e responsabilizou o tucano pela sensação de insegurança que o estado enfrenta atualmente e pelo aumento no número de homicídios.
O governador perguntou se Cássio iria devolver o dinheiro que recebeu acima do teto dos servidores públicos.
O senador destacou que só voltou a receber a pensão de ex-governador quando a Justiça decidiu por sua legalidade e destina o dinheiro para pagar pensão e não passar pelo constrangimento de enfrentar processo na justiça por conta de falta de pagamento de pensão para os filhos, além de cobranças pela internet. Ele lembrou também que o dinheiro que recebe anualmente do estado não chega perto do gasto em feira pela Granja Santana em apenas um mês.
Cássio quis saber de Ricardo como ele pretende aumentar o salário dos professores e investir em escolas em tempo integral, em caso de reeleição, se ele reduziu em R$ 350 milhões a verba para a educação para o orçamento de 2015.
Ricardo garantiu que irá ampliar o número de escolas em tempo integral e investir em reformas ao criticar Cássio por manter escolas abertas sem nenhuma estrutura.
O socialista questionou o tucano sobre o investimento que ele fez com armamento na época em que foi governador.
Cássio convidou Ricardo para visitar sua página na internet e conhecer os investimentos que fez na área e lembrou que o estado de São Paulo doou para a Paraíba 400 pistolas para o uso da polícia. Ele também se comprometeu a convocar os concursados e promover novos concursos para delegados e agentes da polícia civil.
O tucano perguntou a Ricardo sobre indícios de superfaturamento na aquisição de fubás para a FAC.
O candidato à reeleição negou superfaturamento e afirmou que todas as compras de seu governo são inferiores às de Cássio.
Ricardo perguntou a Cássio sobre os investimentos em habitação na época em que o tucano governou o estado.
Segundo Cássio, seu governo foi responsável pela quitação de mais de 55 mil casas, através do programa ‘A casa é sua’ e pelo programa ‘Cheque Moradia’ e criticou Ricardo por usar o programa ‘Cidade Madura’ com fins eleitoreiros e lamentar o reajuste de 3% para os aposentados.
Terceiro bloco
O último bloco de questionamentos entre os candidatos também foi repleto de alfinetadas entre eles.
Ricardo abriu o bloco questionando Cássio sobre um projeto em tramitação no Senado que inibe ofensas a políticos.
Cássio explicou que o projeto não tem o objetivo de amordaçar os usuários das redes sociais, mas de evitar que empresas sejam contratadas para denegrir a imagem de políticos. Ele afirmou que tem o objetivo de implantar no estado um projeto para tornar transparente todos os gastos do governo.
O tucano indagou o socialista sobre superfaturamento na aquisição de placas de tombamento pela Secretaria de Educação no valor de R$ 1,7 milhão.
Ricardo disse que Cássio vivia de “superfaturamentos fantasiosos” e garantiu que denúncias desse tipo são investigadas em seu governo.
O governador pediu explicações a Cássio sobre gastos com passagens aéreas e fretes de jatinhos.
O senador disse que os gastos proporcionaram mais economia ao estado ao acusar o chefe do executivo estadual de adquirir helicópteros superfaturados e gastar uma alta quantia em manutenção. Ele também acusou Ricardo de usar bens do estado para passar reveillon no Rio de Janeiro e participar de eventos sociais em Minas Gerais e de utilizar a Granja do Governador para promover casamento de parente.
Em seguida, Cássio perguntou a Ricardo o motivo de obrigar servidores públicos a fazer campanha eleitoral.
Ricardo negou a informação e criticou a denúncia apresentada no guia eleitoral de Cássio sobre a participação de presos na campanha dele. Ele garantiu que nenhum servidor trabalha forçado em sua campanha.
O socialista questionou se Cássio tinha realizado alguma obra para melhorar a mobilidade urbana quando governou o estado.
O tucano afirmou que na época em que foi governador, a mobilidade urbana não era prioridade, mas mesmo assim, investiu na rede coletora de esgoto e criticou obras paralisadas no governo de Ricardo.
A última pergunta do debate foi formulada por Cássio que quis saber de Ricardo qual a grande obra estruturante que ele conseguiu trazer para o estado através do governo federal.
Ricardo disse que conseguiu iniciar as obras de Acauã-Aracagi e prosseguir com construção de adutoras em parceria com o governo federal.
Quarto bloco
Por fim, o quarto bloco foi destinado para as considerações finais dos candidatos.
Cássio Cunha Lima lamentou o nível de debate que Ricardo trouxe e disse que foi o único a apresentar propostas. Ele reafirmou seu compromisso de descentralizar a saúde e pediu votos para ele e seu candidato a presidente, Aécio Neves, com o objetivo de resgatar uma dívida histórica do governo federal com a Paraíba.
Ricardo Coutinho disse que tem o compromisso de gerar mais empregos para os jovens e de realizar concursos públicos e citou projetos que pretende criar para a juventude do estado.

Aécio e suas mulheres

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Um dia depois que o PT insinuou, em propaganda de televisão, que o candidato do PSDB, Aécio Neves, não respeita as mulheres, o horário eleitoral do tucano investiu em depoimento das mulheres que foram a família do candidato. Deram depoimentos Andrea Neves (irmã do candidato), Letícia (esposa) e Gabriela (filha mais velha).

A missão de tirar votos do adversário

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Sete dias que vão valer quatro anos. Aécio Neves (PSDB) e D
ilma Rousseff (PT) abrem hoje a última semana antes do segu
ndo turno das eleições presidenciais, na disputa mais acirrada
 da história recente de democracia brasileira. Até lá, serão doi
s debates na televisão (o primeiro, hoje, na TV Record e o seg
undo na próxima sexta-feira, na TV Globo). Serão 120 minutos
 de propaganda eleitoral no rádio e na televisão para cada um,
 divididos em dois blocos — um na hora do almoço e outro à n
oite. E mais cinco dias efetivos de campanha, com direito a ev
entos públicos com aliados, militância e carro de som (no sáb
ado, são permitidas apenas caminhadas e panfletagens).

Serão, acima de tudo, sete dias de calculadora na mão. “As co
isas estão tensas. Essa campanha foi suis generis, não há na
da que se assemelhe em nossa história recente”, afirmou um
 estrategista da campanha de Dilma Rousseff. O desabafo nã
o é meramente figura de retórica ou desculpa evasiva. O PT p
reparava-se para o tradicional embate polarizado com o PSD
B, quando o avião que levava Eduardo Campos (PSB) para u
m evento político em Santos despencou no bairro do Boqueir
ão, na baixada santista, matando o candidato.

Marina Silva, vice na chapa do PSB, transformou-se em candid
ata ao Planalto e, rapidamente, disparou nas pesquisas. “Tive
mos que passar o primeiro turno debatendo e confrontando co
m Marina. Aécio virou o jogo na reta final e passou para o segu
do turno praticamente sem ser incomodado”, declarou um int
erlocutor de Dilma. “O que poderíamos fazer em três meses ti
vemos que fazer em três semanas”, completou.

Corrupção na Petrobras dominou 

o debate entre Dilma e Aécio

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A audiência foi alta, o que prova o interesse crescente da população pela disputa acirrada da presidência da República. Desta vez houve um nível melhor no debate entre os candidatos. Petista e tucano não fizeram acusações pessoais. Só o escândalo de corrupção na estatal Petrobras esquentou o debate na TV Record.
Visivelmente nervosa, trocando palavras e com raciocínio embargado, a presidente Dilma Rousseff não conseguiu dar explicações convincentes sobre os desvios denunciados nas delações premiadas do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. O candidato tucano, Aécio Neves, aprofundou as críticas à má gestão da empresa e à responsabilidade do governo da presidente Dilma que nada fez para conter um esquema que favorecia o PT e seus aliados. Citou os envolvidos na última denúncia. O casal paranense Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo figuram no rol dos beneficiários do desvio de dinheiro da Petrobras.

Debate da Record tem audiência alta

O debate na Record deu 12 pontos percentuais no primeiro bloco, enquanto a Globo liderava com 19 pontos do Fantástico, A atualização das 23h43 até o final do terceiro bloco mostrou audiência média de 13 pontos, enquanto a Globo ainda liderava com o Fantástico em 18 pontos. A partir do final do Fantástico a Record passou a liderar com 13 pontos do debate contra 11 da Globo.
Os analistas acreditam que o debate da Globo deverá ter audiência recorde e decisiva na reta final.

Prefeitura do PT empregou ex-marido 
de Dilma por 5 anos

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Além do irmão Igor Rousseff, o ex-marido da presidente Dilma Rousseff (PT) Cláudio Galeno de Magalhães Linhares integrou o quadro da Prefeitura de Belo Horizonte como funcionário comissionado. Ele exerceu cargo de confiança por cinco anos durante a administração do petista Fernando Pimentel (PT), recém-eleito governador de Minas Gerais, e de seu sucessor e então aliado Marcio Lacerda (PSB). Galeno atuou como consultor técnico especializado, nomeado para atuar diretamente no gabinete do prefeito, com salário que chega hoje a R$ 13.569,68. As informações são do Estado de Minas.
A nomeação do ex-marido de Dilma ocorreu em maio de 2005. Quatro anos depois, em janeiro de 2009, quando o mandato de Pimentel se encerrou, ele foi exonerado do cargo. Galeno voltou à prefeitura em abril de 2009, já na administração do recém-eleito Lacerda, dessa vez como gerente de 1º nível da Gerência de Acompanhamento de Colegiados. O salário para esse cargo atualmente é de R$ 8.544,04.
Na gestão de Lacerda, que em seu primeiro mandato era apoiado pelo PT e pelo PSDB, Galeno integrou o Comitê Governamental de Gestão Participativa e também o Conselho Fiscal da Belotur, empresa municipal de turismo. Ele saiu da prefeitura em 5 de julho de 2010, data da publicação de sua exoneração no Diário Oficial do Município (DOM).
Dilma Rousseff, Cláudio Galeno e Fernando Pimentel, que foi também ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da presidente, eram amigos da época de juventude em Belo Horizonte. Na década de 1960, eles militavam no Comando de Libertação Nacional (Colina), organização de esquerda que combateu a ditadura militar.
Galeno e Dilma se casaram em 1967, em um cartório civil com a presença de familiares e poucos amigos. O casamento não durou mais de dois anos. Em 1969, os dois militantes, já na clandestinidade, fugiram da capital mineira para o Rio. Pouco depois, Galeno foi para o Rio Grande do Sul, a pedido do Colina, e Dilma continuou no Rio. O militante participou no ano seguinte de sequestro de avião em Montevidéu, Uruguai, e ficou refugiado em Cuba. Assim como Dilma, Galeno se casou novamente.
IRMÃO – Mais velho dos irmãos, Igor Rousseff também esteve na Prefeitura de Belo Horizonte com cargo de confiança durante a gestão de Pimentel, fato questionado em debate presidencial do SBT/Alterosa, anteontem, pelo candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB). Igor, que é advogado, foi nomeado assessor especial de Pimentel em setembro de 2003, pouco depois de o petista assumir a prefeitura, com a aposentadoria do então prefeito Célio de Castro. Em 1º de janeiro de 2005, ele foi exonerado da função.
Três meses depois, o irmão de Dilma, que na época era ministra da Casa Civil do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou à prefeitura como assessor especial da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Informação. Ele exerceu o cargo por três anos e 10 meses, até 1º janeiro de 2009, quando se encerrou o mandato de Pimentel. Assim como Igor Rousseff, todos os servidores que não tinham cargos efetivos na estrutura da administração municipal foram exonerados.

19 de outubro de 2014

'Donzela do Gelo' morreu há 2,5 mil anos

 com câncer de mama, descobrem cientistas

18/10/2014 | 15h38min

chamada "Donzela do Gelo", também conhecida como "Senhora de
 Altai" viveu há 2.500 anos e foi enterrada no século V a.C., na Sibéria

. Seu corpo mumificado, foi encontrado em 1993, em ótimo estado. Po
rém, apenas neste ano, a causa de sua morte foi revelada. As informaç
ões são do The Huffington Post
Foto: Wikimedia
Segundo o jornal americano, uma equipe de cientistas russos determin

ou, a partir de exames de ressonância magnética, que a princesa siberi
ana morreu de câncer de mama. O estudo foi publicado na revista Scien
ce, nesta semana.
O corpo foi encontrado ainda com tatuagens. Ao seu lado, um pote de m
aconha também foi descoberto. De acordo com os pesquisadores, ela tin
ha cerca de 20 anos de idade quando morreu.
Os cientistas russos afirmaram que a "Donzela do Gelo" provavelmente
 se automedicava com a droga, a fim de cessar as dores provocadas pe
lo câncer. "Concluímos que, para esta mulher doente, o fumo regular d
e maconha era uma necessidade", diz a arqueóloga Natalya Polosmak, 
em seu artigo científico.
Terra 

Divisões de Minas Gerais são espelho do Brasil nas eleições

19/10/2014 | 12h02min

Terra natal de Dilma e de Aécio
 e segundo maior colégio eleito
ral do país, Minas Gerais é decisi
va e, ao mesmo tempo, bastante
 antagônica.
Como Dilma conseguiu vitórias e
smagadoras em determinadas re
giões, com q
uase 80% dos votos, e resultado
s pífios em outras, com votação na casa dos 30%?
O mesmo ocorre com Aécio, governador do Estado por oito anos (2003-
2010). Em alguns pontos do Estado o tucano obteve marcas próximas a
os 60%, bem acima de sua média nacional, e, em outros, números que le
mbram sua baixa votação no Nordeste.
Para entender esse antagonismo, a Folha percorreu mais de 1.600 km 
em diferentes regiões do Estado nas duas últimas semanas.
Editoria de Arte/Folhapress
TRADIÇÃO
Minas Gerais assumiu uma tradição nas últimas eleições: que
m vence no Estado sempre sobe a rampa do Palácio do Planal
to. E há ao menos duas suposições, ou explicações, para esse
 fenômeno.
A primeira é que o segundo maior colégio eleitoral do país, co
m 15,2 milhões de eleitores, possui um perfil muito próximo ao d
o eleitorado nacional, como estado civil, faixa etária e renda. Dess
a forma seria natural que o placar nacional se repita no Estado.
A segunda explicação vem das características regionais.
Cada região do Estado, de 853 municípios, representaria outro pe
daço do Brasil. Por exemplo: o centro e o sul mineiros, onde estão
 as melhores estradas, a concentração do PIB e a maioria das indú
strias, têm como espelho o Estado de São Paulo, maior colégio el
eitoral do país.
Da mesma forma, o noroeste do Estado, rico no agronegócio, tem 
características do voto de Mato Grosso, assim como o Norte, o Jeq
uitinhonha e o Mucuri, áreas mineiras mais pobres e dependentes 
de programas sociais e que, nas urnas, se assemelham ao Nordest
e do país.
Folha.com 

'Mendigata' chama a atenção de pedestres

 no Centro de Niterói

18/10/2014 | 14h57min

Na noite de 15 de outubro, a ca
pixaba Jéssica Pinto da Luz co
mpletou seu 22º aniversário. Nã
o recebeu flores, regalos nem a
braços de amigos. Moradora d
e rua, a jovem foi presenteada 
apenas com um copo d’água oferecido pelo porteiro que trabalha no 
edifício de número 479 da Avenida Amaral Peixoto, próximo de onde
 fixou residência, segundo ela, desde fevereiro. Com 1,74m, 55 quilo
s, olhos castanhos claros, rosto delicado e cabelos ruivos até a altura
 do ombro, Jéssica, com sua beleza, chama a atenção dos pedestres d
o bairro, que a apelidaram de “mendigata” e “Gisele Bündchen”.
— Ela é uma menina linda, inteligente e dócil, mas infelizmente está per
dendo a luta contra as drogas. Torço para que consiga se libertar dess
e vício e possa um dia sair das ruas — deseja o porteiro José Aldir dos
 Santos (a quem Jéssica chama de coroa), que sempre que pode dá c
omida e conselhos à jovem.
O vício em tíner, como a própria admite, a fez perder a guarda da filha 
mais velha, em 2009. Agora, diz que luta para que o mesmo não aconte
ça à caçula, de 1 ano e 1 mês, que ficou com a irmã dela em Sorocaba 
(SP), onde morava, antes de vir para o Rio tentar um emprego.
— Meu sonho é arrumar um trabalho para poder voltar a ter uma vida 
normal e cuidar da minha filha — disse Jéssica, enquanto segurava u
m álbum de fotos da menina, que nascera prematura, aos 6 meses.
Jéssica contou que antes de optar pelas ruas de Niterói, trabalhou e
m Copacabana como balconista e, depois, como prostituta, época e
m que, diz a jovem, conseguia pagar o aluguel de um apartamento n
o bairro carioca.
Em nota, a prefeitura afirma que “a jovem não se encontra mais no lo
cal e está sendo acompanhada desde quinta-feira pelas equipes de a
ssistência social e saúde”. Jéssica diz que tem passado os dias no a
brigo municipal Florestan Fernandes, no Centro, e que, à noite, volta 
às ruas para dormir.
O Globo 

Pesquisa ISTOÉ/Sensus: Aécio está 13 pontos à frente de Dilma

Pesquisa ISTOÉ/Sensus: Aécio está 13 pontos à frente de Dilma
Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre a terça-feira 
14 e a sexta-feira 17 mostra a consolidação da lidera
nça e Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Ro
usseff no segundo turno da sucessão presidencial.
 De acordo com o levantamento, o tucano soma 56,
4% dos votos válidos, contra 43,6% da presidenta. 
Uma diferença de 12,8 pontos percentuais, que 
representa cerca de 19,5 milhões de votos. Se fos
sem considerados os votos totais, Aécio teria 49,7%; Dilma, 38,4%; e 12% dos eleitores ainda se manif
estam indecisos ou dispostos a votar em branco. A pesquisa indica que nessa reta final da disputa o
s dois candidatos já são bastante conhecidos pelos eleitores. O índice de conhecimento de Dilma é
 de 94,4% e de Aécio, de 93,3%. "Com os candidatos mais conhecidos, a tendência é a de que o voto
 fique mais consolidado", afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. O levantamento, que o
uviu 2.000 el
eitores de 24 Estados, revela também a liderança de Aécio Neves quando não é apresentado ao elei
tor nenhum candidato. Trata-se da chamada resposta espontânea. Nesse quesito, o tucano foi citad
o por 48,7% dos entrevistados e a petista, que governa o País desde janeiro de 2011, por 37,8%.
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São Paulo (SP)
No maior colégio eleitoral, o PSDB
prepara uma vitória sem precedentes
Realizada em 136 municípios, a pesquisa ISTOÉ/Sensus também constatou que a campanha pe
tista não conseguiu reduzir o índice de rejeição à candidata Dilma Rousseff. Quase metade do el
eitorado, 45,4%, afirma que não admite votar na presidenta de maneira alguma. Com relação ao
 tucano, segundo o levantamento, a rejeição é de 29,9%. "Isso significa que a margem de crescim
ento da candidata 
Dilma é menor do que a de Aécio", avalia Guedes. Os números mostram, segundo a pesquisa, u
ma forte migração para o senador tucano dos votos que foram dados a Marina Silva (PSB) no prim
eiro turno. "Hoje estamos juntos em torno de um programa para mudar o Brasil", disse Marina na 
sexta-feira 17, ao se encontrar com Aécio em evento público na zona oeste de São Paulo.
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Contagem (MG)
Petistas tentam evitar crescimento tucano na terra de Aécio
Desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger diretamente o presidente da República, é a prim
eira vez que um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar começa a última et
apa da disputa na liderança. A pesquisa Istoé/Sensus divulgada no sábado 11 já apontava es
se movimento, quando revelou que Aécio estava com 52,4% das intenções de voto. Na última 
semana, os levantamentos que são feitos diariamente pelo comando das duas campanhas ta
mbém mostraram a liderança de Aécio. É com base nessas consultas que tanto o PT como 
o PSDB planejam a última semana de campanha. E tudo indica que o tom será cada vez mais q
uente. No PT há uma divisão. Um grupo sustenta que a campanha deve aumentar o tom dos a
taques contra Aécio e outro avalia que a presidenta deva imprimir um ritmo mais propositivo à
 campanha. O mais provável, no entanto, é que a campanha de Dilma continue a jogar pesad
o contra o tucano. Seg
undo Humberto Costa, líder do PT no Senado, o partido vai insistir na tese de que é necessá
rio "desconstruir a candidatura tucana". "Não basta ficar defendendo nosso governo", disse o
 senador na sexta-feira 17. Claro, trata-se de um indicativo de que a campanha de Dilma vai c
ontinuar usando do terrorismo eleitoral. "Se deu certo contra Marina, deverá dar certo contra Aéc
io", afirmou Costa.
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No QG dos tucanos, a ordem é não deixar nada sem resposta e continuar mostrando ao eleitor os in
úmeros casos de corrupção que marcam as gestões petistas, particularmente os quatro anos do g
overno de Dilma. "Não podemos nos colocar como vítimas. O que precisamos é mostrar nossas pro
postas, mas em nenhum momento deixar de nos defender com veemência das armações feitas pel
os adversários", disse um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves. "Marina tentou apena
s fazer a campanha propositiva e acabou atropelada pela máquina de calúnias do PT." Nessa últim
a semana de campanha, Aécio vai intensificar a agenda em Minas e no Nordeste, principalmente n
a Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Não está descartada a possibilidade de que os nomes de n
ovos ministros venham a ser divulgados pelo candidato.
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